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A arte de reportar

Postado por Renan Silva , sexta-feira, 14 de maio de 2010 sexta-feira, maio 14, 2010

Venho aqui principalmente para citar uma frase que ouvi em uma palestra, há alguns dias, dita por uma jornalista de respeito. Disse ela que "ser repórter é gostar de gente". Confesso que no início não compreendi direito o que essas seis palavrinhas significam. Na verdade, ainda não sei se compreendo direito o que ela quis dizer. Mas desde então, tento seguir meu caminho na área de acordo com o significado que essa frase assumiu para mim.

Gostar de gente parece algo tão sem sentido. Afinal, somos humanos, e naturalmente gostamos das pessoas, gostamos do convívio e das conversas. Mas gostamos mesmo? Ou apenas aprendemos a suportar assuntos chatos, com pessoas que, aparentemente, não têm nada a nos acrescentar? A verdade é que não gostamos de tratar de assuntos que não sejam do nosso interesse, que não façam parte (mesmo que indiretamente) das nossas vidas. Não seria exagero dizer que somos um pouco egoístas nesse aspecto. E isso não é uma crítica, não mesmo, afinal, todos temos isso presente em nossas rotinas.

Mas é esse o ponto que diferencia um repórter de qualquer outra pessoa. Aprendemos a falar de assuntos que não dominamos. Aprendemos a ouvir fontes que nos parecem desinteressantes, e nos despimos dos preconceitos. Reportar é um desafio que enfrentamos diariamente. Como falar de algo "chato" de forma interessante? E como chamar a atenção de um leitor para esse assunto? São os desafios de ser repórter.

Gostar de gente é aprender a ouvir, principalmente. É sentir, realmente, vontade de ouvir o que cada entrevistado tem a nos contar. É saber captar a melhor fala, o melhor depoimento, a melhor informação, e nunca pensar que uma fonte não tem nada a lhe acrescentar. É ter paciência para conduzir uma entrevista, e cara de pau para perguntar aquilo que ninguém teria coragem. É ter tino para sacar o que ficou nas entrelinhas. Acima de tudo, gostar de gente, é sentir prazer por cada conversa, cada depoimento colhido e ter a certeza de que aquela entrevista trouxe aprendizado aos dois lados. Pensando bem, ser repórter nada mais é do que isso: um constante aprendizado.

Copa do Mundo rende boas histórias

Postado por Anônimo sexta-feira, maio 14, 2010

Na última segunda-feira, abaixo de muita chuva, eu e Bruna fomos até a casa de um dos entrevistados que farão parte da nossa matéria para o Focas do Q? A entrevista transcorreu de forma muito boa. Ele nos recebeu muito bem e relatou algumas experiências que já viveu em Copa do Mundo. Inclusive, uma loucura durante o Mundial. Como ele acompanha e gosta de futebol, a conversa foi mais solta, com detalhes interessantes. Como, por exemplo, lembranças da Copa de 1998, 2002 e 2006.


Enquanto isso, a Bruna fazia seus cliques, como este. Conversamos sobre vários assuntos relacionados à Copa. A pauta ganhou outros aspectos acrescentados pela fonte. A Bruna ficou contente em saber que ele também tinha o álbum da Copa e poderia trocar figurinhas com ela. Era um Ronaldinho pra cá, um Ribery pra lá e mais uns escudos da Coréia do Sul, da Eslovênia, etc... Mas, resolvemos manter a sua identidade em sigilo. Ficou curioso? Quer saber quem é? Então, leia a matéria na edição especial dos Focas no caderno Q?